Não sei o que é, mas sei que existe

 

O que é Deus?

 

 

 

Esta é a primeira pergunta de mais de mil de um livro que traz respostas diretas sobre temas controversos. Mais que controversos. São temas que moldaram as civilizações desde suas origens; desde as cavernas, quando os homens travavam verdadeiras batalhas pela sobrevivência diante das "terríveis" forças da Natureza as quais não tinham nenhum controle.

 


 

Deduziam que deuses poderosíssimos comandavam tamanha força que os castigava mais do que beneficiava. E nada mais lógico do que oferecer todo tipo de mobilização, devoção e sacrifício para não despertar a ira desses supostos deuses. Daí, claro, vieram as guerras que decidiriam qual o deus mais poderoso e merecedor de sua idolatria. Ainda hoje existem guerras de fundo religioso. (ts!)

 

 


Paralelo a isso, ainda nessa luta pela sobrevivência, lá em seus primórdios, o homem percebeu que teria mais chances de sobrevivência se vivesse em comunidade. A Partir de então, estaria diante do seu maior desafio em todos os tempos: Organizar sua comunidade, onde deus e "governança" caminhariam juntos.

 

 


Bem, voltando ao O que é Deus, o Orientador nos responde: Deus é a Inteligência Suprema, Criador de Tudo, Causa Primária de todo o Universo, Único, Imaterial, Todo Poderoso, Justo e Bom.


Inteligência Suprema e Criador de Tudo! Sim, dá para entender... mas vamos com calma, é muita grandiosidade na informação... mas... sim, faz sentido, afinal, se olharmos em volta, a perfeição e grandiosidade da Natureza nos diz, ou pelo menos nos intui, aliás, desde os tempo das cavernas, que tudo em nossa volta, o Universo inteiro, inclusive nós, é claro, fomos criados por “alguém” ou “algo” ao qual chamamos de Deus possuidor de tais virtudes e capacidades.


Quanto a ser Único! Sim é claro. Se Deus foi o criador de tudo, é único; não foi criado por alguém superior.


Meio complicado, mas até aí dá para entender, afinal, também somos únicos. Dizem que não existe ninguém no mundo idêntico, tanto em corpo quanto em alma. Nesse caso - ser único -, nós mesmos servimos de referencia, embora isso seja bem diferente de ser único por não ter sido criado por alguem, como é Deus. Mas é inegável que temos essa individualidade alem da capacidade de criar, que são atributo em escala ínfima se comparados as de Deus, é claro, mas, estão lá, dentro de nós. Talvez venha daí o “Deus criou o homem a sua imagem e semelhança” (Genesis 1:26), e mais detalhado em João 4:3: “Deus é Espírito e não possui um corpo como o nosso”. Donde se conclui que o homem é uma criatura racional, pessoal, criativa e moral, com quem o próprio Deus compartilha seus atributos comunicáveis. Ele possui vida proveniente de Deus e potencial para se relacionar com Ele.


Imaterial. Também é compreensível, pois nossos próprios pensamentos e sentimentos são imateriais ou pelo menos extremamente sutis. Bem, se não está correta a relação, serve de referencia do que é algo imaterial. Talvez por isso, muitos dizem, que Deus é amor. O que parece ser uma forma correta de definir algo imaterial e com extremo poder de transformação e que se sobrepõe a tudo e a todos.


 

Justo e bom. Esses são atributos que naturalmente esperamos de um Deus. Um deus que nos guie e nos governe. E governe em todas as instancias humanas. - religião; políticas; relações interpessoais, etc... A humanidade desde seus primórdios se organiza em sociedades baseadas em leis que buscam “mediar” as relações entre seus membros e, por conseguinte, o bem estar geral. Claro que a justiça e bondade suprema de Deus têm pouquíssimo a ver com essa, da qual o homem vem, sem muito sucesso, tentando implementar em suas sociedades. Mas sem dúvida que é nela que se inspira. Pelo menos em tese.


A História mostra que a justiça e o bem estar social são pilares fundamentais nas sociedades mais desenvolvidas, e estas, vem se aprimorando, embora em marcha lenta, mas sem duvida que avançam. É o 'sonho' de toda sociedade humana possuir uma justiça perfeita que promova bem estar social. Como essa de Deus, da qual nos fala nosso Orientador.


Eterno! Aí começa a complicar. Então, para complicar mais ainda, vem a pergunta: Deus é infinito?! Nesse ponto, nosso Orientador, com certa veemência nos diz: Cuidado! não confunda o atributo do Ser com o próprio Ser. E complementa: Os homens ainda não podem compreender certas coisas. “Ainda não”. O alerta é para tomarmos cuidado para não sair concluindo coisas que em nada vão contribuir no esclarecimento da questão.


Esse "ainda não", significa que não devemos interromper nossos esforços para compreendermos melhor a Natureza; a Criação; Deus; a nós mesmos como parte dessa Criação. Muito pelo contrário, afinal sempre ouvimos falar que o homem tem uma mente incrivelmente capaz. E essa nossa capacidade de pensar e sentir; nossa liberdade de escolha... Isso nos faz sentir como parte dessa criação perfeita. Não uma "perfeição já pronta". O que nos torna parte perfeita dessa Criação, é justamente a nossa capacidade de nos aperfeiçoar e, acima de tudo, nossa possibilidade de escolha - o livre arbítrio. Sem dúvida que esse contexto evolutivo nos aponta um "caminho" infinito.


Ainda nesse sentido, o Orientador observa: "E preferível o caminho do autoconhecimento a ficar elucubrando coisas como a natureza intima de Deus. Deus está dentro de cada um de nós, assim, conhecendo-se a si mesmo, refinando seu espírito, expandindo a consciência, ou seja, se harmonizando com o restante da Criação, você estará mais próximo de compreender o que é Deus. Muito alem de entender alguns de seus atributos."

 


 

 

Diante de tal perfeição, é correto dizer que Deus é, antes de tudo, um Criador e não um gestor, ou administrador de sua criação, pois se assim fosse não seria perfeito pois teria criado algo que necessitaria de sua intervenção em tudo que estivesse “fora dos eixos”; teria que interceder desde os cataclismos cósmicos com capacidade de destruir planetas inteiros até os mais ínfimos erros humanos que pudessem ter conseqüências nefastas para outras partes da Criação que estivesse no “bom caminho”, digamos assim.


Então, Deus é um criador perfeito. E a perfeição de sua Criação faz todo sentido quando percebemos que leis como causa e efeito, conceitos como livre arbítrio, evolução espiritual, expansão da consciência, estão totalmente coerentes uns com os outros. Mais que coerentes, nos indica que a medida que melhor entendemos e respeitamos essas leis, atingiremos condições existenciais cada vez mais felizes, ou em outras palavras, estaremos cada vez mais em harmonia com todo o restante da Criação.


Outra grande dica do Orientador é: “fora da caridade não existe salvação”. Isso nos leva a entender que todos os seres da criação estão de alguma forma ligados uns aos outros e independente do estágio evolutivo em que o espírito se encontre, a única maneira de avançar é através do auxilio aos que estão mais atrasados nessa mesma caminhada. Sendo que, mesmo os espíritos mais atrasados, os recém criados em estado simples e ignorante possuem recursos que naturalmente os ajudam a evoluir, como o instinto de sobrevivência; seu instinto materno, e enfim, a compreensão da “lei natural”, ou seja, saber o que é bom para si, portanto, mesmo ainda em estado “bruto”, está apto a proceder com bondade com seus semelhantes.


Então, nesse processo evolutivo, considerando que a prática da caridade pressupõe a troca de “energia” com outros seres, necessitamos de uma espécie de combustível ou fonte de energia para essa troca. O que dá a impressão é que essa evolução é obtida através dessa troca energética. E que fomos criados com uma fonte interna e inesgotável dessa energia - o Amor. Ainda em estado bruto, digamos assim, mas que possuimos a capacidade de refiná-la. Por isso o Orientador, sabiamente, nos recomendou o “método da caridade”. Inteligente, pois ele sabia que o Amor não se consegue estando parado, sozinho, de forma individual.

 

O Amor é uma “energia”; uma força; uma vibração que requer movimento; requer ação. E em toda ação caridosa, que está ao alcance de todos, existe Amor. Por isso o “fora da caridade não existe salvação”.


Sim, com tudo isso, me parece que essa “evolução espiritual” é um caminho árduo, longo e repleto de sacrifícios e tropeços, no entanto, os Orientadores são unânimes em afirmar que “vale a pena”. Taí, levo fé!.


Alexandre Gonçalves - Rio, 05/04/2023




 

 

 

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